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Prefeitura divulga novo boletim atualizando dados sobre a dengue

A Secretaria Municipal de Saúde Campinas divulgou balanço recente dos casos de dengue registrados na cidade neste ano até o dia 16 de junho. Segundo relatório do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), por meio do Programa Municipal de Controle de Arboviroses, o município acumula 3.456 casos confirmados, com coeficiente de incidência de 283 casos para cada 100 mil habitantes. A taxa de letalidade tem se mantido menor que em outras cidades do Estado de São Paulo.

Os novos dados mostram que Campinas registrou a primeira vítima fatal deste ano pela doença. Um homem de 73 anos morreu em decorrência de complicações da dengue. Era hipertenso e diabético e teria tido início de sintomas em 31 março, sendo atendido em hospital municipal de Jaguariúna por escolha da família em 4 de abril. Em 6 de abril, o homem foi transferido para um hospital particular em Campinas, onde faleceu em 14 de abril.

“A grande maioria dos casos de dengue evolui de forma branda e benigna”, explica a coordenadora do Programa Municipal de Controle de Arboviroses, Heloísa Malavasi, do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) da Prefeitura. Geralmente há necessidade de hidratação e repouso, mas é preciso buscar rapidamente a orientação de um profissional quando há sinais de alerta de complicações. Pessoas com vômitos repetidos, dores abdominais, sensação de queda de pressão ou sangramentos (gengivas, alteração nas fezes e fluxo menstrual) apresentam sintomas que podem ser agravamento da doença. Nestes casos, é preciso procurar ajuda médica rapidamente.

Segundo Heloísa Malavasi, a vítima era moradora da região Sul de Campinas e todas as medidas de contenção já haviam sido tomadas nos bairros próximos de sua residência quando houve a confirmação da morte. O bairro tinha área de transmissão no local identificada e foi trabalhada. “As ações preventivas e de controle da doença estão sendo mantidas de acordo com as identificações de zonas de transmissão”, afirma Malavasi.

Números
De acordo com o levantamento dos números de janeiro a 16 de junho de 2020, a região com maior número de casos agora é a Noroeste, com 946, seguida pela Sudoeste, com 902, e em terceiro, a região Norte, com 863 casos de dengue. As regiões Leste, e Sul têm, respectivamente, 445 e 300 confirmações. Total geral de 3.456 casos confirmados.

Neste ano, em janeiro foram confirmados 248 casos; em fevereiro 656; em março 1.045; em abril, 867; em maio, 568; e, até 16 de junho, 72 casos.

A taxa de letalidade da dengue em Campinas, o número de óbitos em relação ao total de casos, tem sido sempre menor que as outras cidades do Estado de São Paulo. Hoje, esse índice é de 0,29%, considerando o número de mortes por 100 mil habitantes. Em 2019, houve cinco casos confirmados de morte por dengue e 26.310 casos confirmados.

Os dados mostram que em toda a cidade há áreas de transmissão, alertando para a necessidade de intensificar o combate à dengue com a participação de toda a sociedade. Cada cidadão precisa fazer a sua parte, destinando corretamente os resíduos e evitando criadouros.

Para outras informações sobre o combate à dengue em Campinas, acesse o portal https://dengue.campinas.sp.gov.br/, que também traz orientações para população e os alertas com os bairros com mais risco de transmissão da doença.